O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO É DESNECESSÁRIO

IMG_20150506_143506Sim, eu afirmo e agora te pergunto, dentro do ambiente do ensino superior, o Ministério da Educação é desnecessário e até atrapalha o crescimento do país como um todo?

Vamos fazer a pergunta de uma outra forma, você precisa de alguém muito bom para que sua empresa possa lançar um produto inovador ou resolver um problema, você tem duas opções, alguém formado na melhor universidade da cidade no ramo em questão e do outro lado o/a melhor profissional no assunto que nem curso superior tem, mas conhece profundamente a solução para a sua necessidade. Quem você escolhe? Quem te dará a vantagem competitiva ou quem tem alta formação acadêmica? Apesar de ser professor de ensino superior, caso tivesse de resolver esse dilema como empresário, a segunda opção seria minha escolha, com certeza. E agora? Onde entra o Ministério da Educação neste contexto?

Se fizermos uma análise do ponto de vista de mercado, não da pesquisa acadêmica, as faculdades existem para formar profissionais que vão ser inseridos no mercado de trabalho. Solucionadores de problemas das organizações de todos os tipos, inovadores, intra empreendedores, empreendedores, empresários, gestores, etc.

E o que hoje o mercado precisa? O Ministério da Educação sabe disso? Estrutura o ensino para os desafios da Nova Economia, da Era Conceitual que vivemos? As faculdades formam inovadores, profissionais da Nova Economia, gente que usa o lado direito do cérebro? Ou estamos fazendo mais do mesmo de uma outra forma? Não sei responder.

Eu acho que estamos fazendo mais do mesmo de outra forma, melhor embrulhada. Estamos organizando e estruturando demais. Hoje as organizações estão se desestruturando, se tronando flexíveis e contingenciais.

A inovação disruptora não é melhorar algo existente. Não é inovar em cima de um modelo existente de um mundo velho. Arrumar especialista é explicar por que algo novo não pode ser feito, por definição. Especialistas defendem e querem implantar aquilo em que se especializaram seja essa especialidade antiga ou algo moderno. É paradigmático.

Vivemos tempos de mudanças exponenciais, os desafios que se colocam para as organizações, se colocam mais forte para as organizações educacionais. O que as organizações exponenciais estão fazendo é o que a Educação tem que fazer. Esquecer Ministérios e regras e buscar gente de fora do sistema, não especialistas formados no sistema antigo falando de sistema novo. Olhar de fora para dentro, quebrar regras, trazer os modelos de fora.  Usar modelos cauda longa, colaboração, etc. Como várias organizações educacionais já estão fazendo. E as organizações educacionais já têm seu produto em forma informacional, o que as outras organizações estão fazendo.

Este começo de semestre, ando me perguntando tudo isto, mesmo que esteja a colocar em causa meu trabalho, minha renda. Mas olhando os modelos de sucesso, vejo anarquia organizada, colaboração, inovação disruptiva, cauda longa, etc.

Nossa, preciso correr muito, me “disruptar”, desaprender tudo, apagar e tornar a aprender do zero.

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